Se calhar os primeiros alimentos dos vossos bebés foram os cereais sob a forma de farinhas com ou sem glúten, lácteas ou não lácteas, que por serem mais energéticos do que os legumes ou a fruta, garantem maior segurança relativamente a um aporte calórico adequado.
Contudo, à luz do conhecimento actual, a maior parte dos bebés apresenta um padrão de crescimento dentro do expectável no 1º ano de vida,1-5 fazendo por isso mais sentido iniciar a diversificação alimentar com um caldo, sopa ou puré de legumes.
Menos doce que as farinhas, os legumes irão estimular o paladar para sabores não doces, já que em relação ao docinho todos nascemos ensinados visto tratar-se de um sabor inato.
Muitos autores sugerem que se agrupe 4 a 5 legumes na preparação da sopa ou puré – batata, cenoura, abóbora, cebola, alho,  alho francês,  alface,  curgete, brócolos e couve branca – estão entre os mais utilizados.1
Na minha opinião será mais vantajoso, no início, oferecê-los individualmente de forma a permitir o treino do paladar, identificar os alimentos que o bebé gosta, não gosta ou se manifesta alguma reação indesejada, e assim ser possível fazer adaptações.
Por isso para a primeira papa da Francisca optei por um simples puré de cenoura, com uma colher de sopa de leite, neste caso materno, para facilitar a adaptação.
Ela estranhou e dizer que comeu é uma espécie de eufemismo, já que no total deve ter ingerido uma colher de sopa, o que de resto também é o normal… Ainda assim, se calhar o “timming” não foi o ideal, estava cheia de fome mas também sono, logo a maminha era o esperado. Apesar disso, teve direito a câmara de filmar e tudo, que nisto de pai babado, o da Francisca não deixa os créditos por mãos alheias. Amanhã há mais! – pensei! Cenourinha como não podia deixar de ser, é que isto primeiro estranha-se e depois entranha-se!

  1. Alimentação e Nutrição do Lactente
  2. Rapid growth in infancy and childhood and obesity in later life
  3. Early origins of cardiovascular disease. Is there a unifying hypothesis?
  4. Being big or growing fast: systematic review of size and growth in infancy and later obesity
  5. Feeding effects on growth during infancy

7 Comments

  • Sara Isabel Jardinha Olho Azul diz:

    Olá Sandra, eu já tinha feito o comentário em outro post seu sobre a amamentação. Só dei maminha um mês, daí até agora (3 meses quase quatro) experimentamos, vários leites (NAN1, Aptamil H.A; Aptamil, Conforte; Novalact digest e por fim Enfamil premium confort) neste momento estamos com o Enfamil, no entanto a Matilde tem alguma dificuldade em fazer coco, mas à 3 dias que que não temos cólicas (era todos os dias das 21:15 às 23:00 sempre a chorar) o que já é um alivio não sei se já foram de vez :). Tenho muita vontade de lhe introduzir os alimentos porque a Matilde com todas esta mudanças e cólicas por o meio parece-me a mim que não gosta muito de leite e está farta, como super mal, deixa sempre leite no biberão e vou diminuindo e vai sempre ficando leite, tem dias que só bebe bem o biberão das 07:00h e o das 21:00h de resto vai “penicando” até lhe chega a dar vómitos só de lhe colocar a tetina na boca (e já trocamos varias vezes de retinas e biberão porque também se levantou essa hipótese). No entanto a Pediatra só quer que lhe introduza os alimentos aos 5/6 meses e eu também concordo e para mim seria perfeito, mas vejo que o interesse na comida (LA) é zero ela só como mesmo quando está faminta porque de resto chega a estar 5 horas sem comer, eu ofereço o biberão e ela recusa mesmo (tornasse desesperante para mim, fico em stress e isso também a afecta com certeza). Dia 16 de Novembro começo a Trabalhar e ela vai para a Creche e ai a preocupação total, porque eu, ando com o biberão todo o dia de uma lado para o outro e ela aos bocadinhos até vai comento, lá não será assim existe tempo para comer se come, come se não come logo come…. (peso a Matilde todas as semanas as vezes o que aumenta de uma semana para a outra são 100g 110g e já chegou a ser 40g 60g, segundo a enfermeira/pediatra é muito pouco)… estou mesmo tentada a experimentar as papinhas (sopa) já aos 4 meses para ver se algo altera, pois também pode ser mesmo dela, não ser de muito alimento (não sai aos pais que adoram comer 🙂 ahahah). um beijinho Sandra Obrigada muitos parabéns pelo projecto é fantástico 🙂

  • Angélica diz:

    Aos 5 meses dei a primeira papa a minha bebé. Não sabia que ela era alérgica à proteína do leite de vaca, e tão pouco sabia que a papa que lhe estava a dar tinha leite de vaca, pois não era suposto. Resultado: choque anafilático. Nas urgências uma enfermeira aconselhou, sopa (papa) de cenoura e bata-doce. E assim fiz! E a cada 3/4 dias ia introduzindo e variando legumes novos (para a idade). Hoje, com 18 meses adora legumes e fruta. Detesta papas o que se torna preocupante por causa do pequeno almoço.

  • Sandra Santos diz:

    Olá Angélica! Como agora a sua bebé está mais crescida pode dar-lhe pão, bolachinhas caseiras, panquecas… e evitar facilmente as papas, sem qualquer motivo para preocupação! 🙂

  • Anaildes diz:

    Ola, tenho um bebe de 4 meses, toma leite artificial ,devido um problema de saude, o pediatra liberou mingual mucilon, mas nao estou segura, qual alimento vc poderia mim aconselhar.

  • Sandra Santos diz:

    Olá Anaildes! Se não está segura o ideal é procurar outro profissional de saúde que a possa ajudar. Beijinhos, Sandra

  • Joana diz:

    Olá Sandra!
    Existem agora no mercado algumas soluções de aveia instantânea, algumas até contendo fruta. Qual a sua opinião em oferecer este tipo de produto a um bebé (1 ano)? Desde que não contenha açúcar, nem sal, será que são o mesmo do que uma papa caseira de aveia + fruta, e poderiam ser uma alternativa às papas infantis instantâneas?
    Obrigada!

  • Sandra Santos diz:

    Boa tarde Joana,

    As papas instantâneas com cereal e fruta, acabam por não ter o mesmo valor nutricional em termos sobretudo de micronutrientes, quando comparadas com uma papa caseira. Contudo, podem ser uma boa opção, contando que não tenham açúcar, sal ou outros aditivos.

    Beijinhos,
    Sandra

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