Este ano foi na prática o teu primeiro Halloween! Confesso que nunca liguei, nem ligo grande coisa a este dia. É mais uma daquelas tradições comerciais e importadas, que pouco ou nada têm que ver com a nossa cultura ou o meu imaginário infantil. Já o teu pai tem uma recordação de infância parecida com o Halloween, uma vez que em muitos locais, ainda hoje é comum, no dia de Todos os Santos, as crianças em grupos, irem de casa em casa, pedir o pão por Deus. Uma tradição portuguesa antiga que eu simplesmente desconhecia. Eventualmente o Halloween é assim uma espécie de importação do dia de Todos os Santos mas USA mode.
Então porque raio me lembrei eu, este ano, do Halloween? – perguntas tu. É que eu sempre gostei de bruxinhas e quando no Sábado, depois da festa da tua amiguinha Matilde, entraste em casa com uma varinha mágica na mão, pensei: tenho que festejar com a bruxinha mais fofa de todo o planeta e arredores – TU!
Por falar em bruxinhas, a Maga Patalógica e a Madame Min eram das minhas personagens de banda desenhada preferidas. Elas não são nada fofas mas são muito divertidas. Qualquer dia lembra-me para te ler uma das suas histórias aos quadradinhos! Divertido foi também pintar as tangerinas contigo… Pois, supostamente deveria ser uma abóbora. Mas como és pequenina, estas mini-fantasminhas são mais à tua medida. É que a abóbora, por engano foi parar ao congelador e apanhou uma constipação daquelas…
Assim até é um dois em um, como não há guloseimas, podemos descascar e lambuzar-nos até mais não com estas mini-lanternas sem luz (soa estranho, não é?). Para além de super docinhas, têm vitamina C, que ajuda a prevenir que não fiquemos como a abóbora, pobrezinha!
Pensei que o maior susto do dia fosse o do teu pai, quando chegasse a casa e visse a bagunça que fizemos, mas não.
Em plena noite de Halloween, o teu pai e eu, estávamos na sala, quando ouvimos um baque, uma espécie de pancada seca e abafada. O teu pai levantou-se num salto esbaforido. E segundos depois vi-o petrificado no início do corredor: tinhas escalado a tua cama de grades (quase mais altas que tu) e saltaste ou voaste – vá-se lá saber – em direcção ao chão.
Como não houve doces tu fizeste a travessura! Nunca imaginamos que tal fosse possível, daí o nosso susto ao ver um vulto branco e pequenote, a caminhar, toda ensonada, assustada e a choramingar.
Podia ter sido grave mas onde há uma bruxinha como tu, há sempre um anjo pronto a emprestar as suas asas.
Sempre que te sentires pequenina e o Mundo avassalador, lembra-te da pequena Xica alpinista e do quando podes voar bem alto!    BUHHHHHHHHHHHHHH

One Comment

  • Cátia Domingues diz:

    Coitadinha da Francisca… Ainda bem que gostaste da varinha foi ela que ajudou a Francisca a voar

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