No outro dia, no grupo de facebook que criei “Alimentação e Nutrição Infantil”, um dos poucos pais que intervieram, sentiu-se de certo modo posto de parte. Como se as questões ligadas ao bebé, como a alimentação, fossem do âmbito exclusivo da mãe.
Efectivamente, quer no grupo, quer tantas vezes aqui no blog me dirijo ao meu público, como se fosse apenas feminino. Talvez por ser a maioria…
Hoje, num evento promovido pela Bayer, para lançar a sua nova e inovadora plataforma online: decimomes.pt, a presença marcadamente feminina despertou a minha atenção.
O site procura apoiar as mulheres nesta fase tão particular, única e ao mesmo tempo avassaladora das suas vidas, tendo como objectivo dar resposta a um sem número de questões, comuns a todas nós e à distância de um clique.
Contudo, não me apaziguei e quanto mais ouvia e lia, mais pensava: “que bom seria se toda esta informação fosse partilhada e dirigida também aos pais.”
Afinal, embora a biologia seja implacável em nos atribuir missões que só a nós nos dizem respeito, como a gravidez e a amamentação, o “décimo mês” deve ser uma responsabilidade partilhada por ambos!
Sim, tudo bem, que eles se estão a marimbar para a nossa queda de cabelo ou se temos ou não ciúmes do seu regresso ao trabalho, enquanto nós ficámos desgranhadas, em pijama, o dia todo, a ansiar pela nossa miragem de SPA: aqueles dez minutos de paz, debaixo do chuveiro.
Mas era bom se eles compreendessem que muitas destas situações despertam em nós determinados comportamentos e sentimentos, que podem oscilar entre a ansiedade, alegria, frustração, depressão e amor, num mísero intervalo de cinco minutos.
Por isso, para além dos meus sinceros parabéns por um projecto tão bonito e sobretudo útil, aqui fica a minha sugestão: o pós-parto é dos dois e seria interessante, haver um espaço dedicado ao pai, aos seus sentimentos e angústias e que, por outro lado, o levasse a bisbilhotar todas as questões pertinentes ou não mas que de certa forma também lhes dizem respeito.
Afinal, se o cabelo cai e se o pneu teima em resistir, foi porque emprestei o meu corpo e alma a um projecto que é comum: ter um filho!
Acredito que tal contribuiria para um maior respeito, compreensão e para que esta estapa seja mais plena e gratificante.
Isto também é válido para as papinhas! Ainda aguardo o dia em que os meus leitores, tenham bigodes farfalhudos.

Caso contrário, e numa alusão ao vídeo, quem é que nos vai perguntar: como é que te sentes hoje? 🙂

(Se se identificou não se esqueça de partilhar!)

One Comment

Deixe um comentário