7 resoluções alimentares (felizes) para 2018

Sim, já entrámos em 2018 há alguns dias e eu ainda estou para aqui a falar em resoluções de ano novo…Claro que eu podia sempre dizer que este atraso é propositado porque as decisões são para ser levadas a cabo o ano todo e não só no primeiro dia do ano e tal e coisa… Mas, é mentira. E aqui me confesso: eu sou essa pessoa que, deixa mesmo para amanhã o que pode fazer hoje. Mas as coisas miraculosamente até aparecem feitas e, (pasmem-se!!!) chegam mesmo a correr bem.

As prendas de Natal? Compro TODAS dia 24 de dezembro, o que diga-se de passagem é óptimo porque o shopping está vazio e arrumadinho. Trapinho para a passagem de ano? Arranjo-o meia dúzia de horas antes do acontecimento. Assim a indumentária tem preço de saldos e é quase supresa. Até para mim…

Por isso, a 6 de janeiro, dia de reis, vamos falar das coisas que temos que ir mudando ao longo do ano e até podem fazê-lo ao meu ritmo, que é mais ou menos em modo lesma. 🙂

E porque o melhor ainda está para vir, aqui ficam as minhas super 7 resoluções mais que muito felizes:

1ª resolução feliz

Uma vez por semana faça uma refeição sem proteína animal (carne e peixe) e substitua-a por um delicioso prato vegetariano. Uma refeição de carne a menos por semana, ao longo de uma ano, equivale a poupar, em emissões de carbono, cerca de 500 km de automóvel. Que é como quem diz: sair do Porto para ir dar um pulinho ao Algarve. 😉

2ª resolução feliz

Uma vez por semana experimente cozinhar sem sal e substitua-o por ervas aromáticas e especiarias. Mais de 4 milhões de portugueses sofrem de hipertensão arterial e o sal tem um contributo nocivo e importante neste preocupante cenário.

3ª resolução feliz

Substitua o habitual refrigerante ou bebida açucarada por água. O consumo excessivo de refrigerantes tem vindo a ser associado ao aparecimento de diabetes tipo II e cárie dentária. Por outro lado, apenas um refrigerante ou outra bebida açucarada pode conter por lata de 330 ml aproximadamente 35 g de açúcar o que equivale ao consumo anual de mais de 12 kg de açúcar e alguns kg de gordura corporal a mais no final do ano! Lembre-se que a água da rede pública em Portugal é de boa qualidade e pode ser oferecida a bebés e crianças, ao contrário dos refrigerentes e bebidas açucaradas que são totalmente desaconselhados.

4ª resolução feliz

Corte significativamente na quantidade de açúcar que consome diariamente. Lembre-se que ele se encontra escondido em muitos alimentos processados, sendo fundamental que leia atentamente o rótulo nutricional dos produtos que adquire. O açúcar quando consumido em excesso aumenta significativamente o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, cárie dentária, obesidade e outras doenças metabólicas.

5ª resolução feliz

Consuma sopa pelo menos uma vez por dia e, sempre que possível, substitua, em parte ou totalmente, a batata por leguminosas (feijão, grão, ervilha, fava, lentilha…). A presença de hortícolas e leguminosas ajudam a regular o colesterol, são fonte de vitaminas e minerais, reduzem o risco de doença cardiovascular e certos tipos de cancro, reduzem o risco de diabetes tipo II e podem ainda ter papel importante na regulação do transito intestinal e controlo do apetite. Uma dose diária destes alimentos protectores é decisiva para uma alimentação equilibrada e uma vida saudável.

6ª resolução feliz

Compre e cozinhe apenas o necessário e reaproveite as sobras. Um terço (⅓) da comida produzida no nosso planeta nunca chega a ser consumida! Ou seja, “os alimentos que não são comidos” são uma das principais fontes de poluição num mundo onde 795 milhões de pessoas passam fome. E em Portugal, 2 milhões de portugueses e suas famílias estão abaixo do limiar de pobreza. Vamos deitar menos comida fora este ano. O ambiente agradece!

7ª resolução feliz

Consuma menos alimentos processados. Estes alimentos são na maioria das vezes ricos em sal, açúcar, gordura saturada e outros aditivos que em nada beneficiam a nossa saúde. Mesmo para os mais pequenotes, as recomendações da Organização Mundial de Saúde são claras: “Dependendo da sua composição nutricional, os alimentos industrializados para bebés e crianças, poderão ser menos adequados do ponto de vista nutricional quando comparados com a óptima nutrição assegurada através de uma amamentação continuada e uma introdução atempada de preparações caseiras de alimentos.”

Atualmente, sabemos que os hábitos alimentares inadequados são os principais determinantes dos anos de vida saudáveis perdidos pelos portugueses e a produção alimentar é um dos principais responsáveis pelo aquecimento do planeta e emissões de gases com efeitos de estufa. Felizmente, com um pequeníssimo esforço, é possível mudar muita coisa se multiplicarmos estas acções individuais por muitos milhões de pessoas.

Num ano de 2017, onde nunca como antes sofremos o impacto do aquecimento global e, cujas consequências foram devastadoras com os vários incêndios que ceifaram e destruiram vidas, torna-se imperativo darmos o nosso contributo para a nossa saúde e a do nosso planeta. Conto convosco?

Fotografia: The Love Project – fotografia

Artigo inspirado no post do blog Nutrimento da Direção-Geral de Saúde

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