Sabem aquela expressão “tudo correu como planeado” ? Ela não me conhece. Nunca nos encontrámos. Acho até que ela não gosta de mim e eu passei a não gostar dela. Comigo o planeado dá sempre lugar ao inesperado. E o “era uma vez…”  são várias história(s) por contar. 

O ano passado não houve bolo porque fui burlada pelo facebook. Então este ano para me redimir arranjei dois! Um para o dia do aniversário e outro para o dia da festa. Mãe sagitário já se sabe: tem a mania das grandezas… No dia do aniversário, propriamente dito, fui eu que fiz o bolo. Lindo! Posso parecer vaidosa mas caramba, às vezes temos direito de ficar a curtir aquele misto de orgulho e incredulidade: é que ficou tão bonito que ainda nem acredito que fui eu que fiz. “Eu é mais bolos” a partir de agora tem a minha cara. A receita do cheesecake de morango já está no blog e foi das primeiras coisas que fiz, assim que ressuscitei da sova que levei na festa da Francisca.

Mas voltando atrás. Ela fez anos na sexta. Então, fiz o tal cheesecake de morango: solicitação especial da mini madame e fomos passar o dia à piscina. O bolo não teve nenhum engagement porque ela já estava à espera do bolo de unicórnio. Que acabou por chegar no dia seguinte. Sábado: o dia da festa. Ela dormiu em casa do pai e então este ano não participou nos preparativos, que começaram bem cedo. Um piquenique tem que se lhe diga…

A manhã passada entre queques de batata-doce, espetadas de milho, também baptizadas de flores de unicórnio, espetadas de melancia e mirtilo, também chamadas de estrelas de unicórnio e afins. A criatividade está mais no conceito do que no nome, cuja terminologia vai sempre dar ao mesmo, ou não fosse esta a festa unicórnio do século. Modéstia à parte!

Eu juro que até achava que tinha tudo sob controlo. Até chegar ao local. Tempo ótimo. Tirando um detalhe: vento. Aquela brisa que sabe mesmo bem mas atira pipocas, espetadas e bolachinhas pelo ar, sabem? Também eu. Bem-vindos ao maravilhosos contacto com a natureza! Quem é quis um piquenique no parque? Agora aguenta! Esqueçam os sacos de papel personalizados para as pipocas, vai mesmo na taça de vidro. Esqueçam uma mesa linda. Com as moscas e abelhas, o remédio é a rede mosquiteira, que dá aquele ar à mesa de vestido de noiva em fim de festa. O pior é que de tanto roça-roça na dita rede, o famoso bolo de unicórnio já estava bastante tocado. Sorte a dele. Já eu, estive sempre sóbria apesar do ar de barata tonta a acudir a vários fogos.

Por falar em fogo, na hora dos parabéns nem a vela acendeu. Culpa do vento. Mas não fez falta. Estávamos felizes e isso tem a luz e calor que, qualquer cantiga de parabéns que se preze, mais precisa. A seguir veio a animação das Marias Catrapumbas. O sucesso da festa. Pais que querem ficar sossegados 5 minutos é este o segredo. Para nós não foi o caso. O mais pequeno da festa, com 15 meses decidiu provar à socapa a água com sabão de um dos frasquinhos de fazer bolinhas. Uma choradeira. A linha saúde 24. E depois nada. Tudo não passou de um susto.

As crianças, esses seres auto-centrados e com tanta empatia pelo próximo, especialmente quando se estão a divertir à grande, nem quiseram saber do Daniel, que até podia estar a fazer bolinhas de sabão pelo nariz. Continuaram a ver as Marias Catrapumbas em acção. Depois do teatro fizeram jogos, pintaram caras e bailarico – a verdadeira animação, literalmente.

     

As amigas da escola vieram, os tios e primos chegaram de longe e alguns amigos da mãe acudiram ao convite e até houve amigos que cruzaram continentes, desde o Irão a São Tomé. A verdadeira festa unicórnio não conhece distância e ultrapassa fronteiras inter-galáxias, nesta conjuntura meio marciana que desde 2015 espalhar cor, magia e alegria, chamada Francisca, com os seus 4 anos and counting!

 

Ah! Não se esqueçam que está a decorrer até ao final do mês de setembro o sorteio de uma animação pelas Marias Catrapumbas. Vão ao nosso Instagram ou Facebook e vejam como participar!

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